EN 645 Papel e cartão destinados ao contacto com produtos alimentares - Preparação de extrato aquoso frio

EN 645 Papel e cartão destinados ao contacto com produtos alimentares - Preparação de extrato aquoso frio

A norma europeia “EN 645 Papel e cartão destinados ao contacto com alimentos - Preparação de extrato aquoso frio” descreve a preparação de extratos aquoso frios para a análise de extrativos específicos em papel e cartão destinados ao contacto com alimentos.

EN 645 Papel e cartão destinados ao contacto com produtos alimentares - Preparação de extrato aquoso frio

Em princípio, a amostra é rasgada ou cortada e extraída com água a 23 graus, com uma variação de 2 graus para mais ou para menos, durante 24 horas, com agitação ocasional. Após a extração, o extrato é filtrado, se necessário, e o extrato ou filtrado (extrato aquoso frio) é utilizado para a análise das substâncias extraídas.

A amostragem é realizada de acordo com a norma ISO 186. Os dedos não devem tocar a área de teste da amostra ou do corpo de prova; devem ser utilizadas luvas de proteção. É necessária uma amostra mínima de 10 g para o teste. Se necessário, uma amostra separada é coletada para determinar o peso ou o teor de umidade de acordo com a norma ISO 536.

Durante os testes, a amostra é dividida ou cortada em pedaços de aproximadamente 1 cm² a 2 cm². Luvas de proteção são utilizadas. Dez pedaços de amostra com peso aproximado de 0,1 g (± 0,1 g) são pesados ​​com precisão de 0,01 g, colocados em um erlenmeyer, adicionam-se 200 ml de água e o erlenmeyer é selado. Essa preparação é incubada a 23 °C ± 2 °C por 24 horas, com agitação ocasional. A solução é drenada e os pedaços de amostra restantes são lavados duas vezes em lava-louças. A preparação é filtrada, se necessário. O extrato e as lavagens ou o filtrado são transferidos para um balão volumétrico marcado e completados com água até a marca. O conteúdo do balão é utilizado para pesquisas posteriores. O aumento da escala pode ser feito, se necessário, mas não mais do que duas vezes.

No mundo da ciência dos materiais e da manufatura, as normas desempenham um papel crucial para garantir qualidade, segurança e consistência. Uma dessas normas, a EN 645, descreve os métodos de preparação de amostras de papel e cartão para testes de suas propriedades físicas. Essa norma é particularmente importante em setores como embalagens, impressão e produção de celulose, onde a avaliação rigorosa da integridade dos produtos de papel é essencial. Atualmente, a EN 645 continua sendo uma referência fundamental para laboratórios e fabricantes. Ao padronizar o processo de preparação para eliminar variáveis ​​que possam afetar os resultados dos testes, ela fornece dados confiáveis ​​sobre aspectos como resistência à tração, espessura e teor de umidade.

A norma EN 645 descreve o processo de preparação da amostra passo a passo e enfatiza a precisão para preservar as propriedades representativas do material. Geralmente, as etapas básicas deste método são as seguintes:

  • Amostragem: Amostras representativas são selecionadas do lote de produção, evitando bordas ou áreas danificadas. O tamanho mínimo da amostra é geralmente de 10 folhas ou o volume equivalente de papelão.
  • Condicionamento: As amostras são armazenadas em um ambiente controlado (temperatura de 23 graus Celsius, com uma variação de ± 1 grau, e umidade relativa de 50%, com uma variação de ± 2%) por pelo menos 24 horas. Esta etapa é crucial porque o papel é higroscópico, ou seja, absorve umidade que pode alterar suas propriedades.
  • Corte de corpos de prova: Ferramentas de corte afiadas (por exemplo, guilhotina ou matriz) são usadas para criar amostras com as dimensões especificadas. As bordas devem ser retas e perpendiculares, com desvios não superiores a 0,5 mm. Marque a direção da máquina e a direção transversal para garantir o alinhamento das fibras.
  • Manuseio e etiquetagem: As amostras devem ser manuseadas sem amassar, dobrar ou sujar. Detalhes como número do lote, data e a característica que está sendo testada devem ser etiquetados.
  • Amostragem: É necessário garantir a representatividade. A seleção aleatória é utilizada para evitar erros.
  • Condicionamento: O teor de umidade é mantido a 23 graus Celsius e 50% de umidade relativa por pelo menos 24 horas.
  • Corte: Dimensões precisas. Tolerância máxima de 0,5 mm, MD/CD marcado.
  • Manuseio: Evite alterações. Não dobre. Mantenha em ambiente limpo.

Esta tabela resume o processo, destacando como cada etapa contribui para testes precisos.

A conformidade com a norma EN 645 é frequentemente obrigatória para certificações de qualidade como a ISO 9001 ou para aprovações legais na União Europeia. Por exemplo, em embalagens, garante que as caixas resistam aos rigores do transporte sem danos. Um estudo da Associação Europeia de Celulose e Papel indicou que a preparação padronizada reduz a variabilidade dos testes em até 15%, economizando assim em custos de P&D.

Globalmente, a norma EN 645 está intimamente alinhada com a norma ISO 186, promovendo a harmonização internacional. Os fabricantes que exportam para países europeus devem cumprir esta norma para atender aos requisitos da marcação CE para produtos à base de papel.

Em conclusão, embora a norma EN 645 possa parecer uma norma técnica de nicho, seu impacto se reflete em produtos do dia a dia, desde livros a caixas de cereais. Ao padronizar a preparação de amostras, essa norma promove inovação e confiabilidade na indústria papeleira. À medida que os materiais evoluem com alternativas de base biológica, normas como a EN 645 continuam a se adaptar e a manter a principal força do setor.

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